Mostrar mensagens com a etiqueta sousel. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta sousel. Mostrar todas as mensagens
domingo, 18 de março de 2012
A NOSSA ESCOLA, NO PRIMEIRO DIA........
No meu primeiro dia de escola tinha vestido uma bata azul com quadrados brancos ou branca com quadrados azuis e transportava,, uma mala de cartão. Nessa mala tinha três cadernos um de linhas, outro de contas e uma ardósia , um estojo com uma lapiseira , um lápis e uma borracha e meia -dúzia lápis de cor para desenho .
Nesse dia a minha mãe acompanhou-me à escola e, porque tivemos de aguardar a chegada do“Senhor Professor”, conversou com as mães dos outros meninos. Nós, nós olhávamo-nos como desconhecidos.que éramos,porque praticamente ainda não tínhamos saído de um raio de 500 metros da nossa casa até a essa altura . Quando o “Senhor Professor” abriu a porta a minha mãe lançou-me um desafio. Uma frase que demorei alguns anos a compreender. No principio deste Mês senti, mais uma vez, o significado desse repto, que a minha mãe me lançou há exactamente 51 anos.
Naquela altura as aulas começavam em Outubro e os meninos foram pela primeira vez à escola. A minha mala era castanha e muita coisa mudou: sei ler, sei a tabuada e sei fazer contas e até ver as horas, e as letras já deram os primeiros passos. Tanta coisa mudou! Tanta coisa! Mas tenho uma questão: o que será que as mães do século XXI dizem aos filhos quando os deixam pela primeira vez na escola?
(foto JRSIMAS )
segunda-feira, 21 de novembro de 2011
O MERCADO DE OUTROS TEMPOS .......... !
Meados do século passado, Sousel era a vila de maior expansão na cultura das Hortas.Os seus donos, levados pelo entusiasmo contrataram várias famílias da região de Castelo de Vide e de outros locais e aqui se fixaram e não mais a abandonaram.
Conhecedores a fundo desta cultura, aqui fizeram a sua vida, muitos anos. Assim foram estes o obreiros do que foi o Mercado de Sousel... que ficava instalado junto ao depósito da água e jardim .
Esta de grande abundância nem só pelo qualidade mas também pela quantidades que estes hortelãos produziam ....
Durante a noite de sábado e madrugada de domingo descarrego das hortaliças , frutas e tudo mais grande era a beleza de tal azafama ... nada mais que um acontecimento todos os domingos.
Assim é a riqueza desta terra pelo que me parece lá voltaremos se quisermos comer, mas que pelo menos em qualidade não falta ...
Esta terra onde as oliveiras brotam sem serem semeadas, esta terra que em anos de muita produção e safra de azeitona chega a durar quatro meses , era..... !!!
Nasceste longe do mar
Mas bem perto da oliveiras
Carregam aqui traineiras
Sem perigo de se afundar
Minha terra é este mar
tal riqueza nunca vi
Quem quer ganhar vem aqui
Lamberas-me a todo o momento
Quando estou longe de ti ..........
segunda-feira, 4 de julho de 2011
SOUSEL
O concelho de Sousel, do distrito de Portalegre, localiza-se no Alentejo (NUT II), no Alentejo central (NUT III). Ocupa uma área de 279,4 km2 e abrange quatro freguesias: Cano, Casa Branca, Santo Amaro e Sousel.
O concelho encontra-se limitado a norte pelos concelhos de Avis e Fronteira, a este por Estremoz, a sul por Arraiolos e a oeste por Moura, pertencendo os três últimos concelhos ao distrito de Évora.
O concelho apresentava, em 2005, um total de 5537 habitantes.
O natural ou habitante de Sousel denomina-se souselense.
Possui um clima marcadamente mediterrânico, caracterizado por uma estação seca bem acentuada no verão. A precipitação ronda os 500 mm entre os meses de outubro e março e os 170 mm no semestre mais seco. Existe uma zona que coincide com um vale não muito marcado e rica em águas subterrâneas, cujas temperaturas são mais suaves, sem geadas tardias ou significativas.
O concelho é essencialmente constituído por terras planas ou por relevo pouco acentuado, salientando-se contudo as serras de São Bartolomeu (370 m) e de São Miguel da Serra (382 m).
Como recursos hídricos, possui a ribeira das Mulheres, a ribeira de Alcôrrego e a ribeira de Sousel.
Tradições, Lendas e Curiosidades
São muitas as manifestações populares e culturais no concelho: a festa de Nossa Senhora do Carmo, feriado municipal, que ocorre na segunda-feira seguinte ao domingo de Páscoa; a bênção do gado, uma festa cultural que ocorre no segundo fim de semana do mês de maio; a festa em honra de Nossa Senhora da Orada, no último fim de semana de agosto; a festa em honra de Nossa Senhora da Graça, no último fim de semana de julho; a feira de agosto, que decorre no penúltimo fim de semana do mês de agosto; a Feira Nova, nos dias 24 e 25 de outubro, e a Feira das Cenouras, no primeiro fim de semana de fevereiro.
Como figuras ilustres, destacam-se Margarida Rosa Lopes, nascida em 1913, que tinha um dom especial para a poesia popular; o poeta Constantino José de Abreu, conhecido por Caipira; José Joaquim Contente, mais conhecido por José Carapinha, poeta e cauteleiro durante cerca de 13 anos, e que deixou relatada esta fase da sua vida nos seus versos.
Economia
No concelho predominam as atividades ligadas ao setor terciário, na área do turismo, nomeadamente hotelaria e pequeno comércio. O setor primário ainda desempenha um papel importante na economia concelhia; o secundário, está representado na indústria de equipamentos hoteleiros, agropecuária e têxtil.
Na agricultura predominam os cultivos de cereais para grão, prados temporários e culturas forrageiras, culturas industriais, pousio, olival, prados e pastagens permanentes. A pecuária tem também alguma importância, nomeadamente na criação de suínos, ovinos e bovinos.
Somente cerca de 1% (559 ha) do seu território é coberto de floresta.
domingo, 16 de janeiro de 2011
A MINHA RUA

Minha Rua
de Virgílio Moojen de Oliveira
Minha rua era tão minha
em sua simplicidade…
Não sei de onde é que ela vinha,
mas ia para a cidade.
Com suas pedras redondas
e duas magras calçadas,
não tinha praia nem ondas,
mas como tinha enxurradas!
Era alegre, era risonha,
tinha orquestra de pardais,
e a cantilena enfadonha
de mil pregões matinais.
Ali cresci, me fiz homem,
e a minha rua, coitada…
qual as mães que se consomem,
foi tudo, sem querer nada.
Foi pista dos meus brinquedos,
de jogos de correrias…
Foi dona dos meus segredos
viu tristezas, alegrias…
Viu meus passos imprecisos,
viu-me garoto, um traquinas,
e viu-me trocar sorrisos
nas rondas pelas esquinas.
Viu-me também, certo dia,
sair da lá, nem sei quando…
Por fora sei que sorria,
por dentro estava chorando…
guardei, porém, na lembrança
aquele encanto que tinha
a rua em que fui criança,
a rua que foi tão minha…
(foto Constantina Santos )
terça-feira, 12 de outubro de 2010
SINAIS DA VIDA !!!

Chamaram-te ao telefone.....
Quem era ... só disseram que queriam falar com o Furriel Piteira !!!
Que mudaria, a viagem seria talvez outra !? coincidências ou não o que é facto é que esse telefonema ainda hoje não sei de quem foi .
Privilegiado como eu fui ,meus camaradas estavam bem mais longe de casa que eu ,saía do Regimento de Cavalaria e logo ao virar da "esquina" era a minha.
Já muito doente era essa a minha preocupação , perguntei à minha mãe se tinha telefonado , não, não fui eu,fiquei mais sossegado ... mas partir daí o cenário foi diferente ,para pior.
Afinal estava no meu mundo.... da cidade que mais gosto, dos amigos ... da loja do SrºJosé Redondeiro o mesmo que me facilitou a compra das minhas primeiras calças de ganga Lois , que me dava boleia na "Mercedes" que teve ou ainda tem ... nas moças que tinha como empregadas ... principalmente a Joana com que eu simpatizava mais,namoro de tropa , não se!??
Porque " carga de água" fui associar um simples frame de um filme e lembrar isto tudo, andava dividido ..... eu tinha que seguir o meu caminho ,mas deixaria naquela estação quem me deu a mão para tomar a minha viagem .
Esse telefonema mobilizou " meio Quartel" exagero meu . mas quase ....
Pelos altifalantes do quartel anunciaram assim :
Chamam ao telefone O ExºSr Furriel Piteira , olha que importante eu fui ....
depois vinha o melhor , o pessoal assim que me apanhou as bocas de jovens irreverentes e de um salutar gozo ....
Frente a um pelotão ,fiquei ruborizado com o gozo da malta , sacanas .... afinal
quem teria sido ... e eu desenfiado no Café Águias D`Ouro ..... porreiro, na maior !!
sábado, 25 de setembro de 2010
SONHANDO FUTURO ........!!!

Luz acesa? Há tanto tempo que não passava por esta estrada. Será que está lá alguém? Desta vez vou entrar pela porta da frente e não pela janela... Tenho medo que sejam novos habitantes... E são, nós já depois de tanta coisa que por nós passou. Podiam ter sido anos, quase que pareceram. Depois de ter sido posto para fora, talvez me tenha enganado na pessoa , tive de ir arranjar mais dinheiro...
Já te disse eu como amo este espaço, que só existe comigo !!!
Agora sou eu que recordo esta casa... e estou encantado por reve-la... posso fazer tudo o que entender. Quero decora-la contigo, devolver-lhe vida, a alegria que uma casa de casal, , pode ter...
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
SOUSEL EM FESTA ..OU FESTA EM SOUSEL!!?

Minha terra meu país,será então.
Esta campina,este mar,onde me vejo
O sossego,o calor,tão enorme solidão.
Brilha mais o sol ,em terras do Alentejo
No verão,há aqui muito calor de sobejo
Quem este não conhece aqui vem banhar.
Tal calor,pregão de todo mundo arde .
É aqui, a nossa riqueza sem ter mar
Esta calor, que não nos pode abandonar
O Sol nasce mais cedo e esconde mais tarde.
Este Alentejo, que sua gente não esquece
Ajudado por cima luz de maior calor:
Como tal beleza.nem uma alma arrefece
Quem lhe pode negar,uma reza à SENHORA
Que não falte,pão ceifado com tal calor
Os seus filhos, como tal agradecidos;
Da tua riqueza, mesmo que seja tarde:
Por Deus e natureza não serão esquecidos
Também têm lugar aqui, todos os vencidos
É aqui que o meu sentimento e alma arde.
sábado, 22 de maio de 2010
terça-feira, 18 de maio de 2010
13º-FESTIVAL DA CANÇÃO INFANTIL E JUVENIL DE SOUSEL

Terça-feira, 18 de Maio de 2010
13º- Festival da Canção Infantil e Juvenil de Sousel
Com o objectivo de estimular a divulgação da música portuguesa e incentivar o aparecimento de novos intérpretes, a Associação Recreativa e Cultural de Sousel, irá realizar a 13.ª edição do Festival da Canção Infantil e Juvenil de Sousel, no próximo dia 19 de Junho de 2010, pelas 20.30h no Largo do Mercado, em Sousel.
Se tens entre 4 e 17 anos de idade PARTICIPA!!! Inscreve-te até 4 de Junho de 2010...
quarta-feira, 21 de abril de 2010
EMBRIAGAI-VOS....HIC ....HIC !!

“Deve-se estar sempre embriagado. Nada mais conta. Para não sentir o horrível fardo do tempo em que esmaga os vossos ombros e vos faz pender para a terra, deveis embriagar-vos sem tréguas. Mas de quê? De vinho, de poesia ou de virtude. À vossa escolha. Mas embriagai-vos. E se algumas vezes, nos degraus de um palácio, na erva verde de uma vala, na solidão baça do vosso quarto, acordais já diminuída ou desaparecida a embriaguez, perguntai ao vento, à vaga, à estrela, à ave, ao relógio, a tudo que foge, a tudo o que geme, a tudo que rola, a tudo que canta, a tudo que fala, perguntai que horas são. E o vento, a vaga, a estrela, a ave, o relógio vos responderão: “São horas de vos embriagardes. Para não serdes os escravos martirizados do tempo, embriagai-vos sem cessar. De vinho, de poesia ou de virtude, à vossa escolha”.
Se bem que aqui não era vinho,era virtude......
(Charles Baudelaire)
sexta-feira, 16 de abril de 2010
Ó MINHA TERRA DA PLANÌCIE RASA!

Ó minha terra na planície rasa,
Branca de sol e cal e de luar,
Minha terra que nunca viste o mar
Onde tenho o meu pão e a minha casa…
Minha terra de tardes sem uma asa,
Sem um bater de folha… a dormitar…
Meu anel de rubis a flamejar,
Minha terra mourisca a arder em brasa!
Minha terra onde meu irmão nasceu…
Aonde a mãe que eu tive e que morreu,
Foi moça e loira, amou e foi amada…
Truz… truz… truz… Eu não tenho onde me acoite,
Sou um pobre de longe, é quase noite…
Terra, quero dormir… dá-me pousada!
Florbela Espanca
sábado, 6 de março de 2010
"A PASTELEIRA"

A minha bicicleta
só tem dois pedais
mas se monto nela
não tem dois, tem mais !
A minha bicicleta
tem um guiador
quando monto nela...
...sou aviador!
No jardim onde ando
não vejo um canteiro...
sou aviador,
vejo o mundo inteiro
Voo mesmo a sério !...
Por cima das árvores
(não toco no chão!)
voo mesmo a sério
vou de avião...
A minha bicicleta
também tem selim
mas eu nem me sento,
gosto mais assim :
Pedalo em pé
dá mais rapidez
a minha bicicleta
é o que tu vês:
É um avião,
pois eu não te digo?!
Da próxima vez...
Da próxima vez
Levo-te comigo?
terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
A MÁSCARA DO CARNAVAL!

Veio-me à memória, agora por ser Carnaval , faz hoje precisamente uns bons anos , miúdo e sem grande tendência para me travestir para o que quer que seja ,acanhado e pouco extrovertido , lá fui entusiasmado pela minha mãe e pelas vizinhas da minha convivência.
Nas terças-feiras de Carnaval havia em Sousel ou ainda há ,mais própriamente o Baile de Máscaras nos AZUIS (Atlético Clube de Sousel ) premiavam a melhor máscara, que se apresentasse desde o começo até à meia-noite quando era obrigatório termos que desmascarar , o júri que era constituído pelos dirigentes dos Azuis com alguns conselheiros.
Vão estas duas alminhas ,Eu e Amigo Álvaro Cartas desfilar em pleno salão do respectivo Baile . eu de palhaço rico ,porquê rico , por se fosse de outro não estaria à altura de o merecer , pouco dado a tão nobre arte de fazer rir os outros.
Assim estaria salvaguardado não a mascara mas quem estava por detrás dela .
O amigo Álvaro , não me recordo qual a mascara ! ? ele que me diga se ler este post.
A única e a ultima vez, mas o mais difícil seriam as passeatas ao perímetro do salão,a ansiedade de resolver o problema onde estava metido que chegamos já com imensa gente dentro da sala e ainda sem algum mascarado.
Claro que a finalidade era não sermos reconhecidos, porém ouvi logo uma "boca" ò Zé Piteira , pronto, surpresa estragada, fui conhecido pelas orelhas , não que elas fossem grandes , antes pelo contrário.
As ilações que tirei mais valia ter continuado com a minha "MÁSCARA" não era surpreendido .
Mas consegui divertir-me , bailei mais de que as outras vezes ..... !!!
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
A CEIFEIRA

Ceifeira, linda ceifeira,
Loira e trigueira,
Gosto de ti!
Teu rosto, linda flor,
Encantador,
Outro não vi.
Ao ver-te,no mês de Junho,
De foice em punho,
Ceifando o trigo;
Dás alegria aos meus olhos,
Fazendo molhos,
Canto contigo
Com o chapéu desabado,
Rosto suado,
Sorrindo estás;
Mas tantas vezes ceifando,
Andas pensando,
No teu rapaz.
À sombra da oliveira,
Linda ceifeira,
A sesta dormes
Debaixo de um sol ardente
Ceifas contente,
O pão que comes.
«Poeta Caipira» Cano-Sousel
1º prémio na Tarde de Poesia em Stª Amaro 20/01/85
1º prémio nos jogos Florais da FNAT
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
GIESTAS .... DA MINHA SERRA !

Entre giestas da serra
Plantei na minha terra
Raízes do meu amor
Todo o verde que encontrei
Esperança que transformei
Em dor da minha dor
Colhi urze do monte
Bebi água numa fonte
Matei a sede, um desejo
E o rosmaninho singelo
Com o seu perfume tão belo
Me delirava num beijo
Das árvores tive o prazer
Sua sombra receber
Dando-lhe boa guarida
Ali tudo imaginei
Muito carinho encontrei,
Na natureza querida
Sobre esta melancolia
O meu coração dizia
Revive alma sofrida
São trilhos do meu passado
Estradas tenho pisado
Retalhos da minha vida
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
O ENTRUDO DE OUTRORA ............!!


Todas as terriolas têm a sua tradição , aproxima O Carnaval ou seja em tempos que já lá vão era o Entrudo,concerteza que poderia obter mais informação fazendo pesquisa para saber de onde são os primórdios do Carnaval, mas não é isso que está em causa.
Em minha casa pelo Carnaval é que eram feitos os fritos , azevias,filhós e um célebre nógado que já faz alguns anos que não como e assim nos iamos preparando para mais um Entrudo.
Vindos de todas as herdades rurais em redor de Sousel na quarta-feira anterior ao Entrudo ou seja a semana das comadres efectuava-se a célebre " chocalhada" na gíria "esqualhada", mas como a chocalhada deriva de chocalho é lógico.
Todas as ruas da vila era percorridas por esta manifestação de masculinidade com archotes feitos de junco seco , com pelos menos de um dois metros e o chocalhos dos animais, grandes pequenos toda a espécie o que era preciso era fazer barulho .O som era eterrrador,do cheiro do junco queimado a barulho das botas cardadas assim era a forma de festejar a semana das comadres , já não me recordo das frases ditas pelos compadres ás comadres, a ruralidade em toda a sua plenitude.
Todos os domingos de Carnaval , existiam um bailaricos em casa das comadres casadoiras ,autorizadas pelos pais de cada, ao som da concertina , tocavam -se "sais alentejanas" e cantava-se à capela.
As armas usadas eram a cortiça queimada,para mascarrar uns aos outros a farinha e os papelinhos e respectivas bisnagas de água , desde a banana de plastica a pistola de cowboy.
Já Domingo e Terça-Feira de Carnaval apareciam pelas ruas as "brincadeiras" imaginação dos mais foliões,pleno de diversão e acompanhados da respectiva "perua".
A tradiçao de Gentes Simples !
Sousel e suas gentes anos 30, 40, 50 ,60...
Se alguém deste tempo tenha mais memória que eu queira contar ... eu publicarei.
UM grande beijinho à Ana Sofia e à Telma , pelo desenhos que eu usei para ilustrar o Carnaval, estão lindos
Obrigado
Zé Piteira
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
FONTE VIVA......!
E porquê!? Esteve sempre presente nas minhas estadias nesta terra que viu metade do meu crescimento , era sagrado nas passeatas com o meu avô José Simplicio, matar a sede nesta fonte , nessa altura a água era potável.
Rara era a rua ou travessa onde não houvesse tios , primos , mais primos por vezes parecia-me que o Cano metade da população eram familiares meus.
Nada tem de especial, não é bela mas é vincadamente , uma pegada da minha existência.
Também bebes da bica do meio ?! Não , não chego lá ,um tom jocoso de alguns mais mal intencionados , entendi e não entendi fiquei-me pelo meio termo.
Eis a razão deste meu blog se chamar Fonte Viva , nada tem com as aguas engarrafadas .
quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
O MENINO JESUS !

Ainda acreditava no menino Jesus, ou pelo menos queria acreditar, quando da sua descida pela chaminé , como era alentejana e eram muito largas as prendas que ele trouxesse,cabiam perfeitamente.
Só que o menino não foi generoso para as minhas ambições pessoais, queria um triciclo no sapatinho e sempre se esqueceu do meu pedido....!
Eu inocentemente , lá punha no lar junto ao grande madeiro de Natal os meus sapatos que de facto achava que eram pequenos para as prendas que iria receber , o que me deixava confuso .....
Pela manhã levantava-me com uma curiosidade atroz ,corria para a lareira e num misto de alegria e frustração lá tinha no sapatinho uns bombonzinhos de chocolate e um pai natal.
E os sapatinhos eram muito maiores que as prendas que recebia, afinal pensava que de onde vinha o menino Jesus não havia triciclos ...
Convencido, desculpava O menino ,ELE sabia o que eu precisava ....!!
Sempre quis acreditar no Menino.... acreditando !
Como nos dias de hoje ninguém acredita , exige-se e exibe-se com vaidade do poderio do consumismo .
Oh Menino , vai dar uma curva ..... já ninguém acredita em TI , pelo menos enquanto o materialismo estiver na moda .
Como já não tenho lareira alentejana,continuo a pôr os meus sapatos na marquise para que O menino me dê a prenda ..... Ele achará o que mais preciso!
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
TABERNAS. "VENDAS" E TASCAS

Com tendência a desaparecer, algumas ainda escapam nos mais recônditos lugares deste Portugal, mais na ruralidade onde se vão mantendo uma tradição do copo e da tapa.
Adolescentes,em que o tédio se apoderava de nós nada melhor que dar a volta a vila a visitar as "vendas" para um copo e uma tapa .
Começando e pelo principio, claro a " venda" do Parrula na avª calça e Pina, os petiscos mais básicos eram o toucinho, chouriço , farinheira , azeitonas queijo , os mais elaborados só de encomenda.
Na avenida 25 de Abril situava-se a "venda" do Edmundo Penado, com retiro para os mais discretos , baseando o menu na carne de porco, carapau frito ,conservas, como abria cedo era o "mata-bicho" de alguns com um copinho de aguardente e uma língua de gato.
No largo do Coval , era o "Capa-Rolas" ,mais a jeito de adega , mas com um menu variado baseado na gastronomia alentejana.
A " venda" do José Maluco era mais acima , esse só nos dava conservas, um misto de tasca e café já com televisão onde eu vi o mundial 66 o Portugal-Coreia, 5-3 , estão recordados .
No parreiral a "venda" do Corneta , caça e pesca eram os " petiscos" imensas foram as vezes que a nosso "grupo" comeu perdizes, lebres, coelhos ,assim como achigã ,carpas e barbo.
No bairro Bartolomeu o Francácio, sapateiro e dos bons tinha também " venda", mas para os fins de tarde e fim de semana.
No parreiral a "venda" do Zé Cabeças, mesmo colada a Igreja do Mártir Santo que na altura estava em ruínas , podia se petiscar a cabeça de porco , a orelha , o focinho de porco ,cozidos, havia também o célebre migos ,carne migada com pimentão já pronta para o chóriço.
O vinho tinto era o acompanhante de " honra" destas patuscadas.
Sousel e suas gentes,anos 60/70 do século passado.
Foto:jrsimas
Fonte:memória
Subscrever:
Mensagens (Atom)



