Ingredientes: 3 dentes de alho, 1 colher e meia de sopa de sal, 3 colheres de sopa de azeite, 4 colheres de sopa de vinagre, ½ pepino, 2 tomates maduros, 1 pimento verde, 2oo g de pão duro, orégão.
Preparação: Num almofariz, pisam-se os dentes de alho com o sal, para se obter uma papa. Coloca-se esta papa no fundo de uma terrina e rega-se com o azeite, o vinagre e os orégão. Reduz-se um tomate a puré e junta-se ao preparado anterior. Corta-se o pepino e o tomate que resta em quadradinhos e o pimento em tiras finas. Introduzem-se na terrina e rega-se com 1,5 litros de água gelada. Na altura de servir junta-se o pão cortado em cubos pequenos. Serve-se bem fresco. Também se pode servir, ao mesmo tempo que o gaspacho, paio e presunto cortado aos bocadinhos.
Cidade minha ,nossa dos alentejanos e de quem a visitar ,tenho a péssimo defeito de guardar tudo, esta preciosidade não me escapou. Não é viver o passado e recordar o presente ,não este mas outros presentes que foram o caminho para este futuro, estamos no futuro do presente passado ! Uma belo postal de uma cidade com história.
Pastor ou guerreiro,nem uma coisa nem outra, estava simplesmente de serviço de guarda ao Quartel em Saurimo,Angola. Neste momento não era preciso entender a guerra ,tínhamos que entender a paz era essa a nossa missão ,fazer cumprir acordos do ALVOR, Com palmadinhas a apertos de mão hipócritas, todos o movimentos assinaram no livro de honra que os iriam cumprir, Estes jovens de 20 anos ,depois de Abril de 1974 tinham na esperança de não irem ao ultramar, medo receio da terra vermelha onde tombaram muitos dos nossos e deles numa guerra que poderia ter sido resolvida através de dialogo.E não mutilar homens na flor da vida. Mas lá estávamos juntando os três movimentos nas Forças Integradas , coube-me os serviços de ronda , alguma instrução e sensibilização. Pouco durou a paz em 12/06/75 rebentou as macas (tiroteio) entre os movimentos e tudo se desintegrou. Mas depois de muito tentar compreender ,achei que mais valia que o meu tempo fosse aproveitado de uma outra forma,livros não havia ,televisão também não , então voltamos-nos para as bejecas para abafar o calor e refrescar as ideias . Mas valeu a pena África infiltra-se nos poros e nos sentidos ,uma experiência aliciante mas de risco . Voltei consciente do dever cumprido mas com a injustiça de um povo sofredor das ambições de muitos. Que África seja o futuro ..... deste mundo desgastado !
No mesmo canteiro nasceu um amor eterno, por meras brincadeira de rua a mesma dos dois .quem era namorado de quem, eu não quis acreditar quando me disse que era de mim que gostava. Na janela ela aparecia de olhos pretos e cabelos pretos compridos, o namoro era platónico o olhar nos bastava . Continuou nasceu e cresceu esse amor , mais que tudo na vida, partimos em direcções diferentes nas instituições de ensino eu no técnico e ela no liceu. Quando podia a socapa a ia esperar a estação, claro que os meus amigos me chateavam com brincadeiras sãs e de respeito perante estes duas inocentes crianças que se amavam, Cabelos compridos e cara que jamais esquecerei ,guardo no coração , como se diz agora a alma gémea. Um dia qualquer ,o pai dela chamou-me e perguntou-me se podia ajudar a Diamantina num problema de matemática, olhar desespero tanto dela como o meu .Eu como bom aluno em números lá o resolvi e ansioso para a ver , mas ela estava envergonhada , não apareceu, E porque a vida da voltas um dia perdi lhe o rasto o pai tinha sido transferido , fiquei de rastos, também tinha a doença da minha mãe e acompanhava-la para Lisboa. Foi uma vida com imagem dela em mim . Em plenas festas de Campo Maior um ano qualquer, já resolvido e com responsabilidades ela me apareceu acompanhada da filha,os mesmo tremores de pernas e a mesma dificultada das palavras saírem pela boca, Olá,está bem, a minha vontade era dizer lhe que ainda te amo, era e foi sempre reciproco. Uma outra vez em Montemor-o-Novo estava num expresso vindo do Alentejo e vim uma cara a perseguir-me com olhar , era Ela .estava eu metendo gasolina , para a viagens que hoje em dias não terão valido apena. Tremi de emoção a vontade era de ir vê-la mais perto e ficarmos os dois sem saber o que dizer . Aqui acreditei que o amor existe .......amei ,mas jamais assim!
NO tempo em que a televisão só aparecia nos cafés e sociedades recreativas , a miudagem delirava nos domingos á tarde pelos programas infantis, Foi quando O Júlio Isidro começou com o "Passatempo Infantil" para podermos assistir a essa televisão a preto e branco teríamos de levar dinheiro para fazermos alguma despesa , o bolito uma gasosa. A preparação para a saída de domingo á tarde seguia o seguinte ritual , banho e a vestimenta domingueira, combinávamos com os amigos a lá íamos até ao Café do Sr.Victor na rua da Amêndoa , perto da Praça da Republica. Tentávamos sempre os melhores lugares , e mandava -mos vir a despesa ficávamos de consciência tranquila ,o nosso lugar estava assegurado. Era assim a rotina de domingo para os miúdos de Sousel, todos ou quase todos teriam os 1$00 ( dez tostões )para ir ao café ver televisão. Mas esta rotina era quebrada porque por vezes o café onde´íamos era explorado pelo sr.Victor e esposa , pessoas já com uma idade avançada e certos domingos ou por doença ou por cansaço fechavam o café. Claro que os habituais de domingo, entravam em "pânico" porque em certos cafés ou por condições ou por não queriam lá a miudagem e noutros os "senhores" não podiam ser incomodados, eram cafés de classe sociais. Tentávamos um na Praça da Republica o do Grazina , era hora do mascarilha "THE LONE RANGER" a recepção não foi a melhor ,ao ver entrar meia dúzia de miúdos , esta foi a frase que me marcou, "ONDE FORAM PASSAR O VERÃO VÃO PASSAR O INVERNO " e lá se foi o mascarilha. Frustrados e zangados lá saímos de cabeça baixa com a revolta estampada no rosto , temos que resolver estas situações , não podemos ficar sem o mascarilha. Dois ou três de nós através de um pedido de minha mãe . porque era muito amiga da Srª Eduarda que tinha aberto um café havia pouco tempo ,ficamos com o problema resolvido . Tempos em que nada nos era oferecido, tinha de ser conquistado ..... (foto pipas)
A Igreja Matriz e a rua Manuel Pires Antigo Sousel um pouco de história .... A autorização para elevação da Matriz da Igreja da Virgem Maria da Graça, uma das mais belas .. foi por provisão de 1509. Este templo é uma edificação do século XIV e ergue se no centro da vila . Possui anexos ,altares e capelas entre as quais as do SS.mo Sacramento. Toda em mármore,branco,vermelho e preto , extraído de pedreira locais. Encontram se aqui muitos túmulos brasonados,tais como o de Manuel Pires Antigo,falecido em 1620,que legou os seus bens à Confraria do SS.mo Sacramento para administração e distribuição de rendimento pelas viúvas, órfãos e donzelas pobres que contraíssem matrimónio. Em Sousel há ou já houve uma rua que tem uma placa em esmalte que ainda é legível,na qual se lê:Rua Manuel Pires Antigo . Alguns túmulos que se encontram na igreja: Martins Lemos ,falecido 1620 Godinho Barreiros,falecido 1609 Homem da Costa,falecido 1763 Francisco Machado,falecido 1518