domingo, 3 de julho de 2011

IGREJA DE Nª SENHORA DA ORADA


IGREJA DE Nª SENHORA DA ORADA
História e Monumentos
A fundação das terras de Sousel deve-se, muito provavelmente, a D. Nuno Álvares Pereira, o Condestável, no século XIV, aquando da vitória na batalha dos Atoleiros em 1384.
Foi-lhe outorgado foral em 1515, por D. Manuel I.
A toponímia do concelho parece derivar de Ora Sus a Ell, que terá sido uma frase proferida pelo fundador da vila, D. Nuno Álvares Pereira, antes de partir para a batalha e que, por interpretação popular, deu origem a Sousel.
Segundo outras fontes, o topónimo poderá estar relacionado com a posse destas terras por gente nobre da família dos Sousas, ricos proprietários de Entre Douro e Minho, que tinham propriedades em todo o país.
Ao nível do património arquitetónico e monumental, destaca-se a Torre do Álamo, também conhecida por Torre de Camões, que, segundo parece passou aqui uma temporada. Merece, também, referência a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Graça, do século XVI, que pertencia ao padroado da Ordem de Avis, constituindo uma comenda. Possui três naves com quatro tramos de cinco arcos redondos assentes sobre colunas de ordem toscana, com capitéis simples quadrados. Os arcos laterais estão embutidos nas paredes e fazem parte de alguns enquadramentos aos altares do corpo da igreja. As sacristias são simples, com arcazes de madeira entalhada e ferragens de bronze.
A Igreja da Misericórdia, datada do século XVIII, possui um altar-mor de talha dourada do início do século XVIII, com quatro colunas salomónicas, tabelas e recortes de talha. O interior é todo revestido por um silhar de azulejos azuis e brancos, dividido em painéis, nos quais estão representados vários episódios do Velho Testamento e algumas figuras de profetas.
A Igreja de Nossa Senhora da Orada foi originalmente edificada no século XV, tendo sofrido posteriormente remodelações. Segundo a tradição, esta capela foi edificada no local onde D. Nuno Álvares Pereira orou antes da batalha dos Atoleiros.
De referir também ainda a Igreja do Convento de Santo António, datada de 1605 e modificada posteriormente. Possui uma frontaria simples com um grande janelão, pináculos na cimalha e quatro pequenas pilastras com esferas. A cúpula é uma pirâmide rematada por um cata-vento. O interior é em abóbada de berço com seis altares laterais embutidos em arcais de parede.
(foto JRSIMAS )

sábado, 2 de julho de 2011

TENHO SAUDADES ........


Tenho saudades do Alentejo,

Dos campos verdes cheirando a poejo,

manhã cedo o nascer do sol.

Nas longas de noites de Primavera,

Ouvir ainda; ai quem me dera!

O cantar alegre do rouxinol.

Das tardes calmas amo a doçura,

E do céu azul a formosura,

Longas planícies abrindo em flor.

Oh minha terra abençoada,

Pelo Guadiana foste beijada

Tua beleza é um hino ao amor

Da minha infancia, guardas segredos

Que escondia por entre arvoredos,

Quando sózinha andava a brincar.

E da minha aldeia branquinha,

Lembro também a magia que tinha,

Cantar cantigas á luz do luar.

Trago comigo sempre a imagem

Da pitoresca e bela paisagem,

Jóia tão rara da natureza.

Podes ser pobre, mas és feliz!

De todas as terras do meu país,

És tu Alentejo a linda princesa.

ROSA MIRA
Agradeço à "pintora" este belo quadro !
(Foto JRSIMAS )

sexta-feira, 1 de julho de 2011

FOI E É ASSIM........ SERÁ?


Ando a espalhar tempo pelas ruas, a atirá-lo ao vento. Esbanjar no verdadeiro sentido desta palavra de má índole.
Receio que me falte um dia destes ? que o vá procura na cesta e a encontre vazia.
Se faço alguma coisa para saltar à frente de tal destino? Não tenho tempo para pensar nisso. Melhor, de tanto pensar nisso fico sem tempo para viver ? na verdadeira magnitude da palavra. Lamentável, não é?

O tempo abafa o tempo que a vida da gente tem. Há vontades esmagadas pelas esquinas, desejos embrionários abortados a cada hora. Cada um sabe com o que conta, mas às vezes esquece com o que quer contar. Não são lembrados momentos que sorrisos nos habituaram a transportar, agora nem chegam à memória: são fogueiras esgotadas sem mais lume para dar.
O que é que nos falta? O que é que à gente insiste em faltar? É tempo. Nem que tanto não seja para fazer chegar à consciência que tempo é coisa que não existe; tempo é algo que a gente faz.

terça-feira, 21 de junho de 2011

SER ALENTEJANO "


SER ALENTEJANO

Ser alentejano,é ter
O sol no olhar
É ver sem nada ver
...Querer e sempre poder
Matar saudade só de pensar

Ser alentejano,é olhar
De longe e bem perto ver
Com a saudade a acenar
Suas tradições respeitar
Sem ele não poder viver

Ser alentejano,é sentir
O cheiro da nossa terra
Ao longe poder ouvir
Mesmo sem nunca conseguir
Ver o que se passa dentro dela

Ser alentejano,é ter no peito
Grande orgulho de o ser
Amar de qualquer jeito
Sem nunca pôr defeito
Á provincia que nos viu nascer...

M. Medeiros
Uma oferta de Sofia Borges !!

sábado, 18 de junho de 2011

EXPECTATIVAS ........ PASSADAS !



Um cãozinho entra num talho, mas o homem do talho espantou o animal... Mas o cãozinho voltou. Novamente ele tentou espantá-lo, foi quando viu que o animal trazia um bilhete na boca. Ele pegou no bilhete e leu:
- Pode mandar-me 12 salsichas frescas e um quilo de bifes do lombo, por favor?
Ele olhou e viu que dentro da boca do cachorro havia uma nota de 50 euros .Pegou no dinheiro, separou as salsichas e os bifes , colocou-os num saco de plastico , junto com o troco, e pôs na boca do cão. O homem do talho ficou impressionado e como já era mesmo hora de fechar decidiu seguir o animal. O cão desceu a rua, quando chegou ao cruzamento colocou o saco no chão, pulou e apertou o botão para fechar o sinal. Esperou pacientemente com o saco na boca até que o sinal fechasse e ele pudesse atravessar a rua. O homem do talho e o cão foram caminhando pela rua, até que o cão parou numa casa e pôs as compras no chão, recuou um pouco, correu e atirou -se contra a porta. Tornou a fazer o mesmo. Ninguém respondeu na casa. Então, o cachorro circundou a casa, pulou um muro baixo, foi até a janela e começou a bater com a pata no vidro várias vezes. Depois disso, caminhou de volta para a porta, e foi quando alguém abriu a porta e começou a bater no cachorro. O homem do talho correu até esta pessoa e impediu-o, dizendo:
- Por Deus , o que você está a fazer?- O seu cão é um gênio!
A pessoa respondeu:- Um génio?- Esta já é a terceira vez nesta semana, que este estúpido esquece a chave!!!
Moral da História:Nós podemos exceder todas as expectativas, mas para os olhos de alguns idiotas, estaremos sempre abaixo do esperado.
(MJF)

sexta-feira, 17 de junho de 2011

MONTADO VELHO



Meu triste montado velho
Que paz tem quem te procura
E, em ti, vem achar o espelho
De uma vida sem doçura,
Mas livre de enganos vãos !

Troncos rugosos, mas sãos,
Ásperos, sim, mas generosos,
Todos, na desgraça, irmãos,
Dos maus Invernos ventosos
E dos verões, sem pinga d’água.

Montado, que estranha mágua
Te confrange e te redime !
A tua visão afago-a .
És bom cenário pra um crime …
E pra milagres também.

Montado, além, mais pra além,
Há céus azuis e há searas.
E brandas águas que têm
O brilho de pedras raras,
E não há só solidão !

Mas essa tua canção
- solução d’alma que anseia –
Também a meu coração,
Furtivamente se enleia.
E aqui me fico contigo.

Sem ternura, nem doçura;
Mas longe do mundo vão,
- Meu velho montado amigo !

Francisco Bugalho, o poeta a quem José Régio chamou o pintor da Natureza, recorre a uma expressiva paleta de sensações com que ilustra a Natureza, transcendendo os sentidos pela sua faculdade de sonhar, contemplar, cismar e abandonar-se.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

AINDA NÃO SEI.........



Ás vezes não sei o que acontece comigo
fico de "saco" cheio de tudo
fico sem paciência para nada
desisto, deixo andar como nada se passa-se...
não entendo o porquê disso acontecer, ou não quero entender,
ou talvez eu até saiba e não queira falar na verdade, qual verdade !
não esteja afim de conversar sobre isso
ou sobre certas coisas.....coisas ,factos ou simplesmente nada .....
mas também pode ser que eu não queira desabafar...
explodir de uma vez...para quê ?
ainda não sei...
espero descobrir....o que já sei !!! PORRA que feitio o meu !
Bombas de um passado ......umas rebentaram-me nas mãos outras foram ao lado ......

quinta-feira, 9 de junho de 2011

FONTE VIVA A SAGA


Não é pretensão minha ou deste blog ou o que lhe quiserem chamar ... ser um veiculo de demonstração de vaidade ou de grande erudito , é e apenas um exercício de memória.
Sinto-me vivo ilustrando poesia ou textos com fotos ou ilustrando fotos com poesia e textos , vivo por me encontro são de espírito ,vivo porque sinto o que escrevo ou o que edito ...
Sou a fonte que jorra a água , mas que tem afluente que aumenta o fluxo .....
Este blog nasce de um isolamento próprio, das noites de serviço que me encontro só e da saudade das minhas raízes e do amor ao Alentejo, dos amigos que não vejo à anos e das vicissitudes da vida .
Em suma escrevo mais para mim que propriamente para os outros ...... sinto necessidade e refugio-me aqui !

segunda-feira, 6 de junho de 2011

SERIA UM SONHO !?


Vi-te, mas não te reconheci...

Mudaste o corte de cabelo. Estás agora muito mais favorecida, muito mais na moda e muito menos tu. Mudaste o teu guarda-roupa, tal como te mudaste a ti própria, e agora vestes com classe e bom gosto trajes que mostram quem tu queres ser e que escondem quem foste, deve-se à tua evolução.....
Olhei-te, mas não te encontrei...

Sorrias agora muito mais do que antes, mas perdeste o sorriso no olhar. Já não encaras o mundo de frente! Agora, preferes a visão um pouco distorcida do cinismo, reflectida na forma como inclinas o rosto, como um predador a medir as distâncias. A não ser que te sintas desafiada, e aí usas o queixo como seta, que apontas a quem te desafia. Longe vai a timidez, substitída que foi pela segurança que ostentas.

Falaste, mas não foste tu que eu ouvi...

O teu discurso já não é colorido com uma mão que enrola o cabelo, nem tão pouco um franzir da testa de curiosidade. Riste-te, e eu percebi que não já não sabes como! Soltas gargalhadas livremente... mas nenhuma delas possui a alegria contagiante de outrora.

Abraçaste-me e eu não te senti...

domingo, 5 de junho de 2011

O MEU ABRIGO !!




Passa o tempo e passam as pessoas.

O blog fica, persiste, imutável na sua essência.
Será para sempre o local onde tudo pode ser escrito, relatado, chorado e exorcizado.
Será para sempre um local imune à censura, redoma da minha espontaneidade literária, abrigo do qual jamais abdicarei.

Se me dispo de todos os mecanismo de defesa e me revelo na minha fragilidade gritante então que assim seja, se se cansa quem lê do tom obscuro e melancólico então que pare de ler, que adormeça, que se esqueça do meu nome e de tudo o resto que o embaraça.

Porque todas as minhas histórias ...... são ridículas.

(clepsidra) MP

sábado, 4 de junho de 2011

DIFÍCIL ESCOLHA ...!




Hoje ao abrir o guarda roupa para escolher o que vestir deparei-me com coisas que nem lembrava que existiam, coisas que não fazia questão de lembrar que estavam guardadas, coisas que ficaram lá dentro esquecidas por um bom tempo e que guardei por achar que talvez nunca mais fosse usar, ou demoraria muito tempo pra usar de novo.
Olhei, re-olhei, olhei de novo, cabides pra cá, cabides pra lá, paro diante do guarda roupa...escolha difícil, esse não, esse não, é esse....não..esse também não....difíceis escolhas, nada me agradava, via que não me sentiria bem e muito menos feliz vestido com aqueles que lá estavam...porém havia um, que estava lá escondido entre todos os outros, lá em um cantinho do guarda roupa, que quase não o via, que acho que o ignorava quase sempre, não queria enxergá-lo....e que por acaso me chamou a atenção, talvez tenha se destacado entre tantos naquele exato momento...era amor.....estava lá, deixado de lado, abandonado, escondido atrás da decepção e bem perto dos meus medos e receios...esperando apenas a hora certa, esperando apenas a pessoa certa para que eu pudesse vesti-lo..
Penso por alguns instantes, repenso por outros e decido vestir...eu o visto, decido usá-lo, decido que é a hora, decido ser agora...sem medos, sem ponderações, sem receios do que poderá acontecer se sair vestido assim...
Saio vestindo o que escolhi e me sinto feliz, me sinto bem, me sinto sei lá...
...e podendo dizer que saio bem vestido...alegre e empolgado...saio...vestindo o amor....

quinta-feira, 2 de junho de 2011

JANELAS DO TEMPO !!


Ao longe, a respiração ofegante da planície tolda-lhe o sentir da paisagem
ocultando-lhe, lentamente, todo e qualquer vislumbre do que o rodeia
do que o envolve, do que o compõe...
As nuvens difíceis desabam os seus pensamentos no que resta da sua consciência terrena
e que, sem sequer se saber muito bem como, o colocou ali...
Naquele preciso instante!
Naquela janela de tempo!
Naquela imensa redoma asfixiante...

Soubera ele que a música que o transportou naquele preciso momento,
ninguém a escutaria senão ele
e desenfreadamente agarrar-se-ia a toda a uma vida de conhecimento
que não seria senão pó
e de nada lhe servia a não ser para se arrepender
de o ter tomado como seu
grão a grão...

Aquela planície que o envolve, suada, orienta-lhe o caminho
e no entanto ele não o sabe, nunca soube
nunca o saberá...
Porque o magnetismo da bússola da sua mente secou aos primeiros raios de sol...
Estagnou!
Desertou...
E assim, ficou para sempre só
num clímax esfuziante de ter encontrado todo um sentido para si
no preciso momento em que se perdeu!
E isto tudo, enquanto a velha janela de madeira se encerrava sobre si...