segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

EU FIZ AQUILO!!!!!!!




Há sempre ao dobrar de cada esquina o despertar de um Mundo novo…....Pensar
com sensatez antes de dar um passo…....Ele pode não ter retorno.
Inquietações, suores frios, falta de ar, coração aos saltos e uma súbita sensação de secura na garganta se apodera sobre nos... Porque e que isto acontece quando se aproxima uma ocasião pela qual esperamos....ou pressentimos.....ou estaremos destinados, a passar por tudo isto ou não saber antecipar aos acontecimentos .. enfim é a vida .

A vida e madrasta... mexe com a nossa cabeça... nestas alturas uma pessoa não pensa direito nem consegue raciocinar.. o mundo parece andar numa velocidade elevadíssima, apesar de nós sentirmos que o tempo não passa deixa uma pessoa tola...

Como o mundo é complicado... porque e que o tempo a única coisa eterna no universo consegue ter tantas percepções diferentes...se nem o próprio tempo é absolutamente eterno... Então para que chorar pelo passado.... Não tem razão de ser... não ,não tem depois de passado , fazer esquecer ou atenuar as lembranças .

Nada e eterno Viver o dia presente ... Fazer com que me sinta realizado.... e viver a vida o melhor que puder, de modo a que um dia olhe para trás sorria de orgulho e diga EU FIZ AQUILO!!!!!!!

domingo, 18 de dezembro de 2011

DIA DE NATAL !!


Dia de de Natal com António Gedeão...

Dia Natal
Hoje é dia de era bom.
É dia de passar a mão pelo rosto das crianças,
de falar e de ouvir com mavioso tom,
de abraçar toda a gente e de oferecer lembranças.

É dia de pensar nos outros— coitadinhos— nos que padecem,
de lhes darmos coragem para poderem continuar a aceitar a sua miséria,
de perdoar aos nossos inimigos, mesmo aos que não merecem,
de meditar sobre a nossa existência, tão efémera e tão séria.

Comove tanta fraternidade universal.
É só abrir o rádio e logo um coro de anjos,
como se de anjos fosse,
numa toada doce,
de violas e banjos,
Entoa gravemente um hino ao Criador.
E mal se extinguem os clamores plangentes,
a voz do locutor
anuncia o melhor dos detergentes.

De novo a melopeia inunda a Terra e o Céu
e as vozes crescem num fervor patético.
(Vossa Excelência verificou a hora exacta em que o Menino Jesus nasceu?
Não seja estúpido! Compre imediatamente um relógio de pulso antimagnético.)

Torna-se difícil caminhar nas preciosas ruas.
Toda a gente se acotovela, se multiplica em gestos, esfuziante.
Todos participam nas alegrias dos outros como se fossem suas
e fazem adeuses enluvados aos bons amigos que passam mais distante.

Nas lojas, na luxúria das montras e dos escaparates,
com subtis requintes de bom gosto e de engenhosa dinâmica,
cintilam, sob o intenso fluxo de milhares de quilovates,
as belas coisas inúteis de plástico, de metal, de vidro e de cerâmica.

Os olhos acorrem, num alvoroço liquefeito,
ao chamamento voluptuoso dos brilhos e das cores.
É como se tudo aquilo nos dissesse directamente respeito,
como se o Céu olhasse para nós e nos cobrisse de bênçãos e favores.

A Oratória de Bach embruxa a atmosfera do arruamento.
Adivinha-se uma roupagem diáfana a desembrulhar-se no ar.
E a gente, mesmo sem querer, entra no estabelecimento
e compra— louvado seja o Senhor!— o que nunca tinha pensado comprado.

Mas a maior felicidade é a da gente pequena.
Naquela véspera santa
a sua comoção é tanta, tanta, tanta,
que nem dorme serena.

Cada menino
abre um olhinho
na noite incerta
para ver se a aurora
já está desperta.
De manhãzinha,
salta da cama,
corre à cozinha
mesmo em pijama.

Ah!!!!!!!!!!

Na branda macieza
da matutina luz
aguarda-o a surpresa
do Menino Jesus.

Jesus
o doce Jesus,
o mesmo que nasceu na manjedoura,
veio pôr no sapatinho
do Pedrinho
uma metralhadora.

Que alegria
reinou naquela casa em todo o santo dia!
O Pedrinho, estrategicamente escondido atrás das portas,
fuzilava tudo com devastadoras rajadas
e obrigava as criadas
a caírem no chão como se fossem mortas:
Tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá.

Já está!
E fazia-as erguer para de novo matá-las.
E até mesmo a mamã e o sisudo papá
fingiam
que caíam
crivados de balas.

Dia de Confraternização Universal,
Dia de Amor, de Paz, de Felicidade,
de Sonhos e Venturas.
É dia de Natal.
Paz na Terra aos Homens de Boa Vontade.
Glória a Deus nas Alturas.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

A PROMESSA O PEDIDO E A SÚPLICA !


Lembra-me um tempo passado um momento difícil ..... uma promessa , um pedido, uma súplica e talvez por isso eu estarei aqui a escrever hoje .......
Uma promessa... a Senhora da Orada !
Um pedido a Deus !
Uma Súplica ao Médico que acompanhou o desenrolar de toda a minha enfermidade !
Teria nove anos de idade aluno da primária de Escola em Sousel na 3ª classe ... uma bela manhã de Outono , sentado na minha mesa ouvindo os ensinamentos do professor Paixão, senti uma dor forte e aguda no lado direito do abdómen muito intensa quando tentava movimentar-me e também foi acompanhada por náuseas, vómitos e perturbações intestinais e com visão enevoada .....

Fui levado para a casa pelo colega de escola o Eduardo sobrinho do Padre Fernades ...
Os meus pais levaram-me o médico Drº Arquiminio, visto que não era a primeira vez que a dor me apoquentva ,só que desta vez foi bastante mais forte,teria já feito a radiografia, uma papa que tanto me custou e engolir isto em Estremoz no Drº Gargaté , um dia inteiro para fazer a maldida...
Nada acontecia até ao momento desse dia , ainda hoje estou para parceber a razão do porquê desse médico não me enviar mais cedo para o Hospital e tudo seria mais fácil , mas enfim outros tempos em que eram senhores e autores da sua vontade ...
Foi necessária a SÚPLICA da parte de minha mãe para que atingisse o bom senso do estimado médico ... de joelhos se prostou para salvar o filho....
O Bom senso imperou e fui no carro de praça para o hospital de Portalegre para ser operado com muita urgência , mais duas horas e já não pertencia ao mundo dos vivos ..
À GRANDE MÃE que tive que Suplicou, Prometeu e Pediu , ainda por cá ando !!

(Foto Cristina Mestre-Chris)

domingo, 11 de dezembro de 2011

RAÍZES DE GLÓRIA !!!


Naquele dia todas as árvores da Vila amanheceram enlutadas. Fitas negras cingiam-lhes os troncos, com elegância, e as suas pontas, soltas, pendiam como estranhos e amargos frutos. As pessoas interrogaram-se, de imediato, sobre o motivo de tão singular repetição; mas só quando as árvores começaram a andar, convergindo lenta mas decididamente para a praça principal, interrompendo o trânsito e lançando a confusão nas ruas, é que se espalhou a convicção de que se tratava de um acto de protesto. A inquietação assaltou toda a gente e, no momento em que ao rumor do vento na folhagem se sobrepôs o fragor crescente das palavras de ordem, o medo instalou-se. A guarda , chamada a intervir, chegou à praça disposta a dispersar por todos os meios a manifestação, mas as árvores fincaram as raízes bem fundo, rompendo sem custo a calçada portuguesa, e nada as arrancou daquele lugar. Um ano depois ainda lá estavam todas, dominando a praça agora denominada Praça Verde e invadida por centenas de espantados experts vindos de todas as partes do concelho , mas tinham-se calado há muito e poucas se lembravam ainda do dia em que ali tinham chegado.......

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

FELICIDADE !!!


Ergueu a taça e olhou sem pressas a limpidez e a luminosidade do líquido, acendeu um cigarro mas não era um cigarro qualquer era um momento ... Depois, sem mais, agitou-a em círculos preguiçosos, e aspirou discretamente o aroma estremunhado, aproximou-se do sofá e sentou-se resfestelado,pensou que tudo valeu a pena e sentiu uma imensa vitória. Finalmente bebeu um gole longo e exagerado que o deixou quase sem fôlego. E riu. Riu do momento, riu das palavras que apenas dizem a sua verdade, riu de si. Riu afinal porque estava vivo, e essa sensação era ao mesmo tempo doce e amarga, simples e complexa - era maravilhosa até na sua aparente banalidade.
A felicidade é uma taça plena que se bebe aos poucos.... em longos goles !!

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

"PEGAR A VIDA PELOS CORNOS "



Os homens conhecem-se pela palavra e os bois pelos cornos, eis uma velha frase lida num livro, velha mas ainda cheia de significado, mesmo que os bois e as palavras já não tenham a importância de então, a não ser talvez para o forcado que espera o touro em silêncio: antes chamara-o, vaiara-o, agora só lhe resta rezar para que tudo corra pelo melhor, e que o touro receba sem ressentimentos o seu abraço caloroso.
O homem conhece-se pela palavra e define-se pelos actos.......

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

NÃO SABER MENTIR !!


Era uma vez um homem que não sabia mentir, mas isso não quer dizer que falasse sempre verdade, era apenas honesto, o que já era em si mesmo uma grande virtude. De todos os lados chegavam visitantes sem parar. Perguntavam-lhe muitas coisas e ele a tudo respondia sem mentir. É claro que às vezes dizia grandes disparates, mas a maior parte do tempo respondia que não sabia, pois sabia muito pouco e tinha muito pouco para dizer. As pessoas gostavam de o ouvir, dava-lhes um certo sentido da realidade, mas depressa se cansavam. Um homem que só diz o que sabe pode ser muito aborrecido. [A moral desta história é tão antiga como ela. Não fales quando podes estar calado, não estejas calado quando podes falar; só desta maneira conseguirás nunca aborrecer ninguém de morte.]

domingo, 4 de dezembro de 2011

VÍCIOS !!!


Acendeu um cigarro com uma chama que tremia. Aspirou o fumo e tossiu, amaldiçoando o vício. Faltava uns dias para o fim do ano. Ainda podia cumprir a sua promessa. Durante vinte e quatro horas não fumou. Sentiu-se péssimo, doía-lhe a cabeça andava ansioso. À meia-noite não formulou qualquer desejo, limitou-se a acender um cigarro e fumá-lo com paixão. Tinha tentado deixado de fumar, mas que lhe tinha custado bastante, tinha! Os vícios são os nossos melhores amigos, gritou sufocado por um ataque de tosse eminente. Cof, cof, cof.......

Ele assustou-se quando se viu defronte a si mesmo. Era e não era ele, mas o mais intrigante era que não conseguia decidir qual era ele e qual era o outro. Por instantes pensou em fugir, mas ficou, se por coragem ou por medo nunca o soube. O outro, que era e não era ele, olhou-se nele e sorriu. Ele, que não sabia quem era, sorriu também e o sorriso tornou-se um só. O homem sorriu então de si mesmo, soltou uma pequena gargalhada abafada, e disse em voz baixa: é difícil viver quando nos levamos demasiado a sério.......

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

"PASSAGENS "

"Passagens"



Os pensamentos dele recuaram anos parando naquele dia da sua infância. Recordou o seu olhar triste, vendo os miúdos brincando tendo a vantagem de compartilharem um mundo que para ele ainda era inacessível. Encostado a um canto aguardava que alguém reparasse nele, novato, raquítico. Ele também sabia brincar, podia também ser cúmplice de brincadeiras… mas estava deslocado; tinha aparecido mais tarde e não se evidenciava fisicamente dos outros.
Naquele dia encheu-se de coragem, ninguém o iria gozar! Não iria ficar isolado! Aproximou-se dos outros…e, tudo foi muito rápido! Quando deu conta estava no chão a ser pontapeado e cuspido…fechou os olhos, deixou de ouvir, ninguém escarnecia dele. A medo…libertou as pálperas do peso da dor e da vergonha e viu uns lindos olhos a acariciar-lhe as feridas. Um anjo! Pensou ele….só podia ser…
Os pensamentos pararam, virou-se na cama e beijou o rosto onde moram os olhos que lhe apaziguaram as dores físicas e da alma durante alguns anos da sua vida.....

domingo, 27 de novembro de 2011

LEMBRANÇAS ..... !!!


Ele lamentava-se da sua sorte. Lamentava que tinha nascido no país errado, que o destino o tinha marcado (não se sabendo como), que ninguém gostava dele, que o azar o perseguia, que amigos eram uma quimera, que o amor nunca lhe aconteceria, que a chuva nunca o deixaria, que a frustação sempre o acompanharia.
Quando verificou, que devido à sua maneira de estar na vida, estava sozinho descobriu que: o país não era assim tão mau, que o destino não marca ninguém, que ao longo da sua vida tinha encontrado pessoas que gostaram muito dele, que tinha tido amigos únicos, que o amor estava ali ao lado, que o sol brilhava ofuscando a chuva e que o optimismo é uma máxima a seguir (só se aceitando algumas esporádicas crises). Já era tarde para recuperar o que chegou a ter. Continuou a lamentar-se, mas agora culpando-se a si próprio.....ou talvez não !!!

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

VENTO DA SERRA


...... com Manuel Poejo

Que ondas faz o vento pela seara de oiro....
Vai em remoinhos, corre à desfilada,
Como vê maduro todo o trigo loiro ,
Próxima colheita daquele tesouro,
Parece medi-lo só de uma braçada

Mas depois nas eiras, voltará o vento
Sacudindo as palhas ,a limpar o grão,
A bailar em roda de contentamento,
E a contar os bagos sem um desalento
Para saber ao certo quantos moios são.

Andará nas serras como um torvelinho ;
Subirá aos montes de maior altura ,
A soprar nas velas brancas , do moinho
Espreitando à porta , para contar baixinho
Quantos são os sacos de farinha pura

E andará gemendo por entre pinheiros ;
-Mal vento sabe que uma dor consome
É que o trigo , fica preso nos celeiros ;
E há tantos mendigos , velhos caminheiros
A dormir sem cama e a morrer à fome !!!

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

AMOR ,,,, OU QUIMERA !?


Se tu quiseres,posso guiar-te na vida
Descobrir caminhos, que eu não sei ...
Na estrada por mim desconhecida
Seguiremos juntos , amor, levar-te -ei

Posso levar-te aonde eu desconheço, posso levar-te
Por bem a sós, levado por minha mão..
Mostrar-te-ei sentimento a minha arte
Eu conheço amor,carinhos e gratidão.

Na escritura do destino,já assim ditou
Quem foi na mesma,na vida nos juntou ..
Feliz encontro , uma história desconhecida

Que o destino nunca te afaste de mim
Seguir-te na missão . dever até ao fim
Quem foi que ditou assim , a nossa vida .


Poema de 1/08/79
Por alguma razão o fiz e por outras o desfiz .............